Cátedra Institucional da Universidade de Santiago de Compostela
A Cátedra Carvalho Calero é uma instituição universitária de utilidade pública, tendo por finalidade central a investigação, divulgação e promoção nacional e internacional da obra de D. Ricardo Carvalho Calero. É igualmente da sua incumbência fomentar o estudo da literatura galega contemporânea, em continuação das orientações do seu patrocinador intelectual, potenciando assim mesmo o interesse pela leitura e escrita em galego, dando apoio à nova criação, e estando atenta para a análise das ideias sobre Literatura e Cultura do nosso tempo, com desenvolvimento de modelos de inovação na educação, pesquisa e difusão científica e cultural.
Foi criada estatutariamente por acordo do Conselho de Governo da USC (26 de abril de 2024), sendo nomeado Carlos Quiroga o seu primeiro diretor (28 de junho de 2024) e inaugurando-se oficialmente em 23 de setembro de 2025.

Direção da Cátedra
Professor de Literaturas lusófonas na USC e titular da cátedra Carvalho Calero. Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian (1991-1992) e do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa (1992-1993), investigação; também o tinha sido da Universittà Italiana per Stranieri (1983). Prémio extraordinário de doutoramento à sua Tese de doutoramento sobre Fernando Pessoa de 1995. Antes de trabalhar na Universidade de Santiago de Compostela, foi o primeiro docente de português numa Escola Oficial de Idiomas da Galiza (A Corunha, 1989-1991). Fundou e dirigiu a revista O Mono da Tinta (1987-1991) e durante vários anos foi diretor da revista de ciências sociais e humanidades Agália, criando ainda oMáximo (2002). Participou na fundação do projeto editorial Letras de Cal. Publicou vários livros de poesia, narrativa, ensaio e teatro. O Diário de Notícias português incluiu o seu romance Inxalá numa coleção de clássicos literários universais. Alguma das suas obras foram editadas exclusivamente no Brasil, na Itália ou em Portugal. Realizou experiências no meio audiovisual e na fotografia periódica ou em livro. E recebeu duas vezes o Prémio Carvalho Calero de narrativa (1988 e 2005), assim como também o Vicente Risco de Ciências Sociais (2021).
Alguns trabalhos de diversa índole dedicados a Ricardo Carvalho Calero e a sua obra:
1987. “Scórpio, História rosa e narrador polifónico”; in Agália, nº 12, Inverno 1987, pp. 485-490.
1988. “Ricardo Carvalho Calero, Scórpio“, Colóquio/Letras, 102, Fundação Calouste Gulbenkian, pp. 137-139.
1992. “Acerca do conjunto narrativo de R. Carvalho Calero (parábola geométrica)”, Actas do III Congresso Internacional da Língua galego-portuguesa na Galiza, Associação Galega da Língua, A Corunha, pp. 593-608.
2005. “Dia de letra”, in Carvalho Calero – A nossa homenagem 1990-2005, MDL, pp. 53-55.
2008. “Carvalho Calero, talento y honestidad”, in Revolución y cultura [especial: Literatura gallega], nº 1, enero-febrero, 2008 – Época V- Año 50 de la Revolución, Habana, pp. 39-43.
2010. “Ano car(v)alho -rap reforestal”. XXIV Festival da Poesia no Condado, S. C. D. Condado, Salvaterra de Minho, pp. 71-83.
2020. “Verdadeiro Poeta foi –ou a poesia é demasiado séria”. Em Día das Letras Galegas 2020. Ricardo Carvalho Calero – As formas do compromiso. Edición ao coidado de Francisco Cidrás, Departamento de Filoloxía Galega. Santiago de Compostela: Universidade de Santiago de Compostela, Imprenta Universitaria, pp. 117-145.
2020. “Scórpio, um romance fundacional”. Cadernos Ramón Piñeiro, XL. Coord. Anxo Tarrio e Armando Requeixo. Santiago de Compostela: Xunta de Galicia, pp. 295-309.
Em 2020 acompanhou José Luís Rodríguez como curador da Exposição dedicada a Carvalho Calero, A Voz presente.