O ritual de nascimento da CCC terá acompanhamento musical. A recriação da Obra de D. Ricardo por esta Arte já teve um momento alto na campanha de 2010, com o 1º Musicando CC, que recopilou 17 temas, vencendo o certame Aline Frazão acompanhada por César Herranz no duo A Minha Embala. Interpretaram ‘Maria Silêncio’, sobre um poema de Ricardo Carvalho Calero. Podemos ver ainda o seu desempenho no programa ‘A Solaina’, da TVG, por onde passaram a 5 de novembro de 2010. Também podem ser ainda ouvidas e baixadas todas as obras que participaram neste 1º torneio.

Em 2020, no 2º Musicando CC, os temas concorrentes foram nem mais nem menos que 80. Venceu o conjunto Clásicos Libres, ao interpretar o poema “Ferrol 1916“. Entre as dez artistas finalistas estavam Madalena Gamalho e MJ Pérez, que apresentaram variações de um poema de CC integrado em Saltério de Fingoi (1961). Madalena escolheu o verso “Todo o mundo é teu” para a sua versão, enquanto que MJ preferiu “Nom existe a morte“. Em ambos casos, as duas variantes recolhem o vitalismo da juventude e otimismo que também invocamos ao nascimento da CCC. Delas virá o dom melódico que em 23/setembro/2025 veste de encantamento o Paraninfo da Universidade de Santiago de Compostela.

MJ é voz já conhecida no panorama atual da música galega. Iniciou carreira em 2014 e já acumula centenares de concertos em diferentes cidades e vilas da Galiza e Portugal. Por altura da participaçom no 2º Musicando em 2020, em entrevista ao PGL, definia-se como “cantora e compositora”, e tinha quatro discos. Declarava influências de diversos estilos com predomínio do rock-pop, e já andava experimentando ritmos latinos e músicas de raiz. Desde tal altura foi confirmando essas linhas e vencendo ou sendo finalista noutros concursos: “I Certame de Canción de Autor en Galego”, VIII Concurso Musical da Deputação da Corunha, rebatizado Prémios Narf da Música. Venceu o Xuventude Crea 2017, foi finalista nos VI Prémios Martin Códax da Música categoria Autor em 2019, 2020 e 2021, premiada neste último. A aproximação a Portugal foi sendo gradual e deixa cada vez maiores marcas nos seus trabalhos.

Madalena Gamalho é vocalista e compositora, com formação em técnica vocal desde o ano 2015. Inicia a sua carreira com o projeto Nota Bene. Nesse mesmo ano faz parte do coro Vía Sete e grava a canção “Babuíno” do disco En Cabárceno se sigue cantando (2015) produzido por Carlos Calviño. Forma a banda Os Meninos com a que atua em diversas localidades da Galiza e Portugal, assim como no Festival internacional da lusofonia Cantos na Maré (2018). No 2021 une-se à banda jazz folk Laroá e grava no livro-disco Oceanoe Travessia polo Mar das Antelas, a canção Eu não sou, junto ao conhecido cantautor João Afonso.
Em 2022 lança o seu disco debute, Invento, com o qual resulta premiada nos Premios Narf e finalista nos Prémios Martín Códax. Nesse mesmo ano, participa na criação da canção “Auga”, emoldurada nas músicas realizadas por José Trincado para o projeto Inventio, de magia, circo e ilusionismo.

Estará ao mando do piano de cauda do Paraninfo Íria Iglésias, que leva em contato com a música desde criança. Iniciou a sua carreira estudando no conservatório Felipe Paz Carbajal o grau profissional de piano clássico, e depois cursaria cadeiras de especialização de jazz em Escola Estudio (harmonia, piano e combos). Uma vez no mundo do jazz tocou com diferentes bandas, entre as que destaca The Funkles, com os que que viajou por distintos países fazendo versões funk de temas dos Beatles. Também estuda composição de bandas sonoras para televisão e cinema na academia online de Berklee. Atualmente dedica parte da sua jornada ao audiovisual, mas sem deixar de lado a música, com a que colabora em diversas obras como compositora, e continuando com bandas de vários estilos com que toca, entre os que podemos encontrar projetos como o de Maneiro, Qué Vida!, Banda de Garda, The Air Tonight Band ou A Árbore dos Desejos. Também colaborou com projetos como o das Daydream Sessions, Deteriorados, Laroá ou Loita Amada.