Será no 23 de setembro de 2025, terça-feira, 12:30h. Quando entra o Outono. Quando o sol passa para Balança. Um signo do espírito crítico e do equilíbrio. O saudoso Manuel Hermínio Monteiro escrevia para este dia, numa irrepetível Agenda de 1999, que “É o tempo das colheitas. Das vindimas e da apanha da fruta“. E da batata. Da debulha do cereal, descasca da amêndoa, secado dos figos. A entrega que a terra generosa dá ao ser humano em volta do trabalho. Também falava do fim das últimas romarias do ano, depois da Nossa Senhora dos Remédios em Lamego, a Feira das Colheitas em Arouca e o São Mateus em Viseu. Vem aí Novembro com as castanhas e o vinho novo, e Nós seremos já vinho novo. Amadurecidos nestes últimos meses, amolecendo em tons amarelados e sanguíneos as nossas páginas, vozes, planos. No dia 23 diremos e daremos conta do –apesar de admitir e acatar e assumir o não nada sermos tabaquista– conservar o rescaldo de todos os sonhos do nosso povo de que vimos e queremos servir.
É também o dia de Tecla de Icónio, virgem e “protomártir entre as mulheres”, segundo reza a Wikipédia, que deve estar certa. A santa tem igreja dedicada, claro, em Constantinopla por Constantino, mas também dá nome a castros fastuosos, como o que domina desde A Guarda o estuário do Minho. Daí se divisa apenas um ínfimo bocadinho da Galiza redimida e à solta, mas desde a CCC, cujos binóculos ambicionam contemplar e unir vastos continentes, a vista se dilata.

A inauguração decorre no Paraninfo, inaugurado em 1906 com frescos encantatórios (Fenollera e González), espaço/espécie de Capela Sistina da USC ou Sala do Trono, instalada na Faculdade de Geografia e História, onde tod@s podemos ser cardeais escolhendo lá passar.