A Cátedra Carvalho Calero e a Faculdade de Filologia de Santiago de Compostela comemoram a Revolução dos Cravos portuguesa.
Será no dia 29 de Abril, a partir das 17:30, auditório principal da Faculdade.
Palestra de Nelson Santos, um “Capitão de Abril”

Consistirá na palestra de Luís Nelson Ferreira dos Santos, com 76 anos de idade e natural do Porto, na atualidade tenente-general. Foi anteriormente comandante-geral da GNR e entre 2002 e 2004 comandou a Força Operacional Rápida Europeia (EUROFOR), com quartel-general em Florença, Itália, entre outras funções desempenhadas em Portugal e no estrangeiro, como a também de comandante da Força Europeia (EUFOR), que levou a cabo a Operação Concórdia na Macedónia (2003).
Em 2011 recebeu Grã-Cruz de Mérito Militar. Mas tem outra distinção de índole mítica, e é a de ter sido um “Capitão de Abril”. Quando tinha 24 anos de idade e era tenente em Lisboa, integrou-se entre os jovens oficiais do MFA (1973) e teve algum protagonismo na insurreição, porque lhe coube na altura deter em Campolide um outro oficial das Forças Armadas que não aderia ao Movimento, e a estampa desafiante do nosso convidado já foi capa da Revista do Expresso.

Está radicado no Porto e mantém ligações ao Minho, especialmente Esposende, contribuindo nos últimos anos para a salvaguarda da memória do que representou o 25 de Abril de 1974, com palestras e intervenções cívicas. É portanto um luxo para a Galiza recebê-lo como convidado de honra, comemorando em Santiago de Compostela, mais uma vez, aquele mítico capítulo da História, na Faculdade a cujos pés aconteceu a estreia da Grândola.
Xornas, em concerto
O Grupo Xornas, habitualmente quatro em palco, está constituído por Amigos mais do que Camaradas. São naturais ou residentes em Afife, Viana do Castelo, e Cantam juntos desde há décadas. Porque Paixão não tem juízo, canção que até lhes fica bem no repertório, mas em Santiago de Compostela, para a sua coroação dos 60 anos na estrada, as suas escolhas serão mais afetivas. Coerentes com este aniversário, o propósito deles será pintar com som a atmosfera social e cultural que propiciou o Abril Português. Letras originais do Grupo e naturalmente de José Afonso, mas também de Camões e até Rosalia de Castro.

